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13 julho 2012

Flipando nas Ondas da FLIP

A logomarca da Flip tem uma ondulação que sugere uma onda ou, quem sabe, um cavalo marinho? O som que vem, se um áudio fosse colocado, é rápido, ágil e bem humorado: Flip, flip, flip. Houve gente, que escorregou na primeira consoante e disse: Clip.

Aí surgiu a ideia de fazer um mini clipe sobre a décima edição da Festa Literária Internacional de Paraty que neste ano trouxe, como sempre, animação borbulhante aos pisos irregulares de pedra da bela e já icônica cidade no litoral fluminense. 

O homenageado nestes 10 anos - desde que a inglesa Liz Calder apostou na literatura e em Paraty nosso grande poeta, Carlos Drummond de Andrade esteve presente com seus poemas projetados em telas na Tenda dos Autores, seus versos decantados e nas ruas falados, como sua poesia analisada por autores e poetas como Antonio Carlos Seccchin, Antonio Cícero, Armando de Freitas, Eucanaã Ferraz, Fabrício Carpinejar e do escritor e crítico Silviano Santiago. 

No entanto, a Flip se desdobra a cada ano e mais temas são incluídos e mais filhotes que já estão ficando bem crescidos. Como a Flipinha, a FlipZona, a agenda da Casa da Cultura, do Instituto Moreira Salles, entre outros. 

FlipZona com os representantes das organizações apoiadas pelo Instituto C&A
Para nós, do Conexão Leitura, interessados que somos na democratização do acesso ao livro e à leitura, houve programação especial também na Casa de Cultura com a mesa Biblioteca na Escola, com o Movimento por um Brasil Literário e a apresentação de Novas Políticas Públicas de promoção do livro e da leitura. 

Na quinta feira, dia 05 de julho, na Mesa Zé Kleber, tivemos a oportunidade de ouvir Silvia Castrillón, presidente da Associação Colombiana de Leitura e Escrita (Asolectura) a conversar com o diretor da Biblioteca Parque de Manguinhos, Alexandre Pimentel. Assunto fascinante: “Leitura no Espaço Pùblico”. Como acompanhar o desenvolvimento das Bibliotecas Parque, modelo que o Rio de Janeiro importou da Colombia, onde Silvia Castrillón foi uma de suas idealizadoras e, ao mesmo tempo, resguardar a essência que é, segundo Castrillón, reconhecer o direito da leitura e da escrita como um direito legítimo da sociedade quando este direito representa refletir e adquirir pensamento crítico? Segundo a especialista e bibliotecária colombiana, os novos espaços e os suportes tecnológicos que oferecem, anulam de certa forma o silêncio necessário ao surgimento da palavra. E aí, o que fazer? Castrillón citou o escritor mexicano Carlos Fuentes, recém-falecido, de que a informação massiva dos equipamentos tecnológicos tira a capacidade de pensar e refletir. Alexandre Pimentel, animado com os resultados das Bibliotecas de Manguinhos, de Niterói e agora da Rocinha, coçou o queixo e pareceu não concordar. 

E nós, humildes espectadores, fomos para a rua ver, em vez da banda, o Zuenir Ventura, o Veríssimo, o Gabeira e o Roberto da Matta e tantos outros passar! Adoramos os livros pendurados nas árvores da praça da Catedral, das crianças brincando de pique e pega com os mamulengos gigantes e saboreamos as delícias dos tabuleiros de doces da Rua do Comércio. Tudo muito Flip! A seguir fotos...








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Tite de Lamare
 Instituto Repare - Esquina do Livro

11 julho 2011

A ESCRITA E O TERRITÓRIO


A escrita e o território. Uma discussão sobre espaços em crise, como os debatedores denominam áreas de conflito e como a arte, a arquitetura e a literatura integradas podem ter uma força transformadora, uma ponte para se ir além das dificuldades reais.  Este foi o tema da Mesa 1 de quinta-feira, dia 07 de maio na FLIP.
Da mesa participaram a antropóloga francesa Michele Pétit, conhecida por seus textos sobre a importância da leitura, a arquiteta alemã, Dominique Gauzin Müller e a artista plástica brasileira, Marie Ange Bordas.
Em Leituras Compartilhadas você poderá ler o texto de Tite de Lamare, uma das integrantes da equipe do Conexão Leitura e uma das coordenadoras do projeto Esquina do Livro.

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

Nos últimos dias 6 a 10 de Julho ocorreu a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) , que contou com a participação de autores mundialmente conhecidos. O evento é conhecido pela oportunidade de interação direta com o público e o entusiasmo criado pela arquitetura da cidade e seu valor histórico. E nós, do Conexão Leitura, estivemos presentes. Relatamos assim, como foi a experiência de cada um:


Lucia Morais do projeto GIROLIVRO
Poder ir para flip foi algo espetacular, principalmente por ser a primeira vez que fui. Visitamos livrarias, conhecemos os trabalhos de adolescentes que são mediadores de leitura atuando no evento, onde havia pé de livro conversamos com elas, meninas de 14 e 15 anos. O Conexão Leitura deu entrevista para o escritor Angelo Reis, a qual irá ao ar na rádio Rio. Todos tiveram oportunidade de falar de cada projeto. Visitamos exposições e encontramos com os nossos parceiros do Instituto C&A.


 

Carlos Honorato do projeto Plantando Futuro
Ter ido à Feira Literária Internacional  de Paraty  foi de uma experiência incalculável.
Além da Cidade ser  linda e aconchegante, o evento realça mais ainda estes adjetivos. Paraty respira literatura; por todo canto pode-se avistar algo ligado ao universo literário.
O contato com as experiências de leitura  expostas no evento foi de grande valia para minha prática como mediador de leitura.  Em suma, pudemos ver exposições de artistas da região; conhecemos um pouco sobre a cidade e estilo de vida de seus moradores. 











Bárbara Furtado do Meninas e Mulheres
 
Paraty durante a Flip parece que o ar é feito de literatura, começa com esse clima de uma cidade histórica, com as esculturas na praça, os pés de livros; crianças se deliciando com histórias; as pessoas adquirindo conhecimento, seja ele pelas ruas da cidade ou nos encontros com os autores.  Tudo muito rico culturalmente. Adorei o dia que passamos curtindo esse momento mágico do incentivo à leitura no nosso país.











No dia 19 de junho vi uma reportagem no Fantástico que falava de Paraty, aí comentei com minha filha que em alguns anos tive a oportunidade de ir, embora não tenha dado. Eu teria que dar um jeito de conhecer ainda esse ano. E que surpresa, ao receber o convite da Camila (Assessora do Instituo Cea).

Marilene Nunes da Biblioteca Elías José
Foi muito bom conhecer Paraty e pisar naquelas pedras: às vezes eu olhava e imaginava que poderiam também ser em formato de livros, pois o evento remetia a isso. Paraty é um lugar que incentiva a criar, convida à leitura em qualquer ocasião; faz viajar para um passado com recordações de uma época em que os negros eram escravos; senti isso ao tirar foto em frente à única igreja em que eles podiam assistir a missa (São Benedito).

Visitei a Casa de Cultura; vi exposições; sentei-me embaixo de uma árvore e quando tentei pegar uma folha encontrei livros pendurados: era a atividade pé de livros. Paraty é uma cidade que lhe faz refletir muito. E ainda tem muitos brasileiros como EU, que pensam em conhecer países estrangeiros. MUDEI DE IDÉIA.





Lucilene Felix do Esquina do Livro

Foi a primeira vez que estive na FLIP e achei o festival literário muito interessante. Havia tendas por todos os lados com apresentações infantis e debates literários com escritores conceituados como Ana Maria Machado, entre outros.
Todos os debates tratavam de algo muito importante para a nossa sociedade que é a inclusão literária em nossas vidas como um todo.
Paraty é uma cidade histórica e aconchegante com muitas coisas bonitas de se ver.
Espero poder ir a próxima FLIP.